domingo, 30 de dezembro de 2012

Mais um ano que se vai e outro vem chegando



Mais um ano chegando ao fim enquanto outro se aproxima. Lembro-me quando era criança dos filmes e desenhos futurísticos que pintavam o mundo após o ano 2000 bem diferente do que vemos hoje. Quem tem mais de trinta anos vai lembrar dos “Jetsons”, desenho da dupla Hanna-Barbera que ilustrava como seria a vida no futuro. Pois bem passamos do marco dois mil e, aparentemente, o mundo continua o mesmo.

Nos últimos dias do ano o que tem de gente fazendo planos, traçando metas, nem temos como contar. Mas e você? O que você esteve fazendo nos últimos dias que influenciará a sua vida? hegando ao fim

Certas pessoas tem preconceito com o fato de outras estipularem metas, escreverem objetivos, projetos para o novo ano. Outras levam isso tão a sério que quando não as alcançam ficam frustradas e, por vezes, esse sentimento traz uma dose de impotência, fracasso.

Particularmente, com o passar dos anos e experiências vividas, tornei-me adepto de estipular metas. Contudo não as traço apenas para o novo ano, mas para um ciclo inteiro. Se não conseguir atingir a todas, paciência. Pelo menos conseguirei algumas e terei como pensar e avaliar onde errei e, se era mesmo necessário para minha vida conquistar o que planejei.

E por que traçar objetivos e metas? Algumas pessoas conseguem ter em suas mentes o que querem e onde querem chegar, sem precisar de um fator externo a impulsioná-las. Enquanto outras necessitam desse algo a mais, desse fator externo. E, por conta disso, elaboram suas metas, objetivos e os deixam em algum lugar que seja visível para, dessa forma, dia após dia serem lembradas de onde querem chegar e o que querem alcançar.

Se você é dessas que não precisa externar suas metas parabéns! Mas se você precisa escrever e vê-las todos os dias não se envergonhe, afinal de contas tem muitas pessoas assim como você. Tome notas, cole no seu guarda-roupas, mural, espelho, não importa onde. O importante é que você as faça acontecer e que elas sejam realmente boas para você e seu crescimento como pessoa.

Tonni Nascimento

azendo planos, traçando metas, revendo o que fez no ano que est mundo continua o mesmo.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Eu sou o obstáculo

Certa vez um cão estava quase morto de sede, parada junto à água. Toda vez que ele olhava seu reflexo na água, ficava assustado e recuava, por que pensava ser outro cão. Finalmente, era tamanha a sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água. Com isso o reflexo desapareceu. O cão descobriu que o obstáculo, que era ele próprio, a barreira entre ele e o que buscava, havia desaparecido.

Nós estamos parados no meio do nosso próprio caminho. E, a menos que compreendamos isso, nada será possível em direção ao nosso crescimento. Se a barreira fosse alguma outra pessoa, poderíamos nos desviar. Mas nós somos a barreira. Nós não podemos nos desviar. Quem vai desviar-se de quem? Nossa barreira somos nós e nos seguirá como uma sombra.

Esse é o ponto onde nós estamos; juntos da água, quase mortos de sede. Mas alguma coisa nos impede, porque nós não estamos saltando para dentro. Alguma coisa nos segura. O que é? É uma espécie de medo. Porque a margem é conhecida, é familiar e pular no rio é ir em direção ao desconhecido. O medo sempre diz: “agarre-se àquilo que é familiar, ao que é conhecido”.

E as nossas misérias, nossas tristezas, nossas depressões, nossas angústias, nossos complexos, nos são familiares, são habituais. Nós vivemos com eles por tanto tempo e nos agarramos a eles como se fosse um tesouro. Esse é o caso de todos nós. Ninguém nos está impedindo. Apenas o próprio reflexo entre nós e o nosso destino, entre nós como uma semente e nós como uma flor. Não há ninguém mais impiedoso, criando qualquer obstáculo. Portanto, não continuemos a jogar a responsabilidade nos outros. Essa é uma forma de nos consolar, deixemos de nos consolar, deixemos de ter autopiedade. Fiquemos atentos. Abramos os olhos. Vejamos o que está acontecendo com a nossa vida. Escolhamos certo e decidamos dar o salto.

Autor desconhecido
Publicado originalmente em Pontos de vista em 10/07/2007.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Não sou eu quem me navega



É com esse verso do Paulinho da Viola que volto a uma atividade que me incomodava ter parado. Uma parada quase que forçada. E, como o urso que após a hibernação volta ansioso por alimentar-se, volto agora à minha vida, navegando por mares que dantes eu não imaginava sequer fazer uma breve travessia e agora estou navegando por águas turvas e, por vezes, turbulentas. Estou de volta a um prazer que tinha esquecido como me fazia bem, estou de volta à escrita.


Nos últimos anos tenho passado por uma montanha russa de emoções. Essa frase pode parecer, para muitos, como lugar comum, mas é um retrato muito correto e atual da minha vida. Tive decepções, desilusões, surpresas, mas também tive momentos felizes que me propiciaram emoções que jamais esquecerei. Nesses últimos meses mudei de emprego, mudei de local de trabalho (dentro do mesmo emprego), obtive reconhecimentos que dantes não eram esperados. Tive que engolir alguns sapos (hoje apenas pererecas).

Obtive nesses meses desilusões e decepções amorosas, mas adquiri a certeza que tenho ao meu lado pessoas que me amam e querem o meu bem. Não que isso supra a falta, que sinto – e meus amigos bem sabem disso, de uma pessoa para envelhecermos juntos, mas nos instantes em que a tristeza insiste em ser notada tenho a quem ligar e convidar para assistir um filme, beber um chope ou simplesmente dar uma volta enquanto colocamos os assuntos em dia.

Trago hoje a marca de uma alma que passou por experiências que jamais serão esquecidas. Derrotas e vitórias que ajudaram a fortalecer minh’alma, fortificar meu ser para enfrentar – e vencer – as batalhas que estão por vir. Certo de que tudo que vivi foi uma preparação para o que me espera e um aprendizado onde posso olhar para trás e ver em que ponto errei e onde acertei. Uma fonte inesgotável de aprendizado lúdico e sensorial.

Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar. Essa frase é correta, mas necessário se faz afirmar que mesmo que seja o mar que me navega sou eu que escolho em que mar eu entrarei com meu barquinho a vela. Por esse motivo sou eu que escolho as experiências que passarei e situações que enfrentarei. Contudo a escolha mais importante é decidir qual será a minha condição ao final da jornada se a de vencido ou vencedor. E essa situação eu já decidi: ao fim da jornada serei um vencedor, mesmo que ainda sofra algumas quedas. Mas no final erguerei meus braços para festejar a vitória, que chegará, mesmo que ainda tardia.

Tonni Nascimento


sábado, 14 de julho de 2012

Meu pranto














Meu peito triste agora chora
Pois tuas palavras me trouxeram
Uma dor que não vai embora.

Como uma dor que não estanca
O meu peito ferido agora sangra
Com a verdade que me espanca.

Digo a você que estou bem
Com tua alegria, com teu sorriso,
Mas sofro ao te ver com alguém.

Minha voz diz o quanto estou feliz
Mas escondo por trás dos olhos
Gotas que desmentem o que a boca diz

Por mais que eu diga o inverso
O meu pranto agora corre
E, minha dor, eu curo no verso.


Firmino Maya

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quisera












Quisera eu
Saber agora o que se passa
Por dentro do teu cansado peito
Os medos, as angústias, as alegrias
Entender tua emoção e dividir-te o leito.

Quisera eu
Conhecer neste exato momento
O que se passa dentro da sua cabeça
Observar em silêncio enquanto dormes
E estar ao teu lado quando acordares.

Quisera eu
Nesse momento sentir a flor
Contrair e dilatar ritmadamente
Enquanto desabrocha para a vida
Nessa dança que contagia sensualmente

Quisera eu
Agora ter entre minhas mãos
O teu colo, tua alma o teu corpo
Fazer-me dono desse rico tesouro
Que tu escondes por detrás de tantos medos.

Firmino Maya

quarta-feira, 4 de abril de 2012

"Cais"


E sua poesia por sempre existir
É o que me atrai, outra vez mais,
A esse porto, com alegria me exibir
Aos outros, velhos amigos, novos cais.

Firmino Maya
 
 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Adeus não, até breve.

É tão estranho o fato de tentarmos não enxergar o que está bem na nossa cara.
É tão estranho o fato de pessoas passarem por nossas vidas e depois não fazem mais parte.
É tão estranho o fato de fazermos escolhas que somente no futuro veremos que foram erradas.
É tão estranho o fato de insistirmos em nos apaixonar pela pessoa que não irá retribuir o amor.
É tão estranho o fato de pessoas jovens irem embora como se não fossem nos fazer falta.

Há poucos minutos recebi a notícia do desencarne de um conhecido meu. Há alguns dias, na sua casa, um garoto novo – 21 anos. Imagino a tristeza que seus familiares e amigos próximos estão sentindo. Imagino a dor de seus pais, irmãos.

Eu não era muito próximo a ele e fiquei surpreso com o fato. O conheci há alguns anos por intermédio de nossos amigos em comum, nesse período pude perceber sua energia e simpatia. Depois de um tempo soube que gostava de escrever e acompanhava pela internet seus escritos. 

Gosto de acreditar que nada do que acontece nessa vida é por acaso, tudo tem um motivo e uma causa para ser. Por isso tenho a certeza de que ele não partiu muito cedo ou antes do tempo, ele partiu no momento que era para ter ido. Temos um propósito nessa vida e, espero, que ele tenha conseguido cumprir o seu.

Nesse momento o que posso fazer é rezar pedindo a Deus (sim, acredito num ser que criou esse universo e o coordena com sua justiça e amos infinitos) que o ampare e envie seus mensageiros para que nosso amigo esteja bem e que possa continuar sua caminhada astral, até chegar ao objetivo para o qual todos nós fomos criados. Peço também para que ele tenha construído coisas boas, para que agora ele seja merecedor de lembranças positivas e amorosas nesse momento tão difícil tanto para seus amigos e parentes quanto para ele próprio.

Que as pessoas próximas à ele possam lembrar apenas das coisas boas que ele fez, desse modo estarão auxiliando no seu equilíbrio e recuperação para continuar sua caminhada. E que possamos ter em mente de que agora não nos foi dado um adeus e sim um até breve.

Fique em paz Marcos. Que teus atos lhe sejam o amparo nesse momento assim como o amor que te rodeia. Até breve.


Tonni Nascimento

sábado, 28 de janeiro de 2012

Mais um cristão

Eu quero outra vez poder te ouvir
E mais uma vez poder sentir
Teu olhar tão doce sobre mim,
a me inspirar
E por essa estrada caminhar...

Por mais uma vez vou insistir
Em mudar meu mundo interior
E de uma vez por todas decidir
viver em Ti
Colocando em prática o Amor.

Sim, essa foi a escolha que eu fiz
Não quero mais andar na contramão
Escolhi agora que vou ser feliz
Decidi vou ser mais um Cristão!

Eu quero outra vez poder te ouvir
Por mais uma vez poder sentir
Teu olhar tão doce a me inspirar
viver em Ti
E por Tua estrada caminhar...

Sim, essa foi a escolha que eu fiz
Não quero mais andar na contramão
Escolhi agora que vou ser feliz
Decidi vou ser mais um Cristão!


Tonni Nascimento

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A arte de viver só

Há algum tempo atrás ouvi de uma pessoa próxima uma afirmativa que, de certa forma, me deixou um pouco intrigado. Todos nós somos carentes, uns mais outros menos, mas todos sem exceção temos algum tipo de carência. Será uma completa verdade essa afirmativa? Comecei a pensar sobre o assunto e no meio desses pensamentos deparei-me com uma outra idéia: todos nós temos, de um modo ou de outro, que prestar contas à sociedade e ter uma vida social. Isto é, está implícito, que devemos fazer parte de algum grupo ou formar uma família. Seja para satisfazer nossos desejos e anseios mais íntimos ou para a satisfação pessoal dos que estão à nossa volta.

Mas e onde ficam aqueles que não querem seguir essa tendência dita natural e preferem viver suas vidas sem essa busca incessante, sem essa necessidade de juntar-se a outra pessoa? Em alguns casos são vistas como exóticos, como extravagantes e até mesmo como pessoas de menor valor social. Contudo será que essas pessoas estão tão erradas assim, será que temos mesmo que juntar nossas escovas de dentes com outra pessoa? Sinceramente creio que não. Bom, de qualquer forma cada indivíduo tem o direito de pensar do modo que achar ideal mais conveniente.

Mesmo sabendo do direito que cada um tem de pensar, viver e agir do modo que melhor entender para sua vida, ainda assim a sociedade, ou alguns de seus membros, ainda insiste em olhar para essas pessoas com as mais diversas variações dos modos em que se pode olhar alguém. Desde o modo mais irreverente até o modo mais cruel. Vejamos, se um cidadão ou cidadã decide viver sozinha logo as pessoas que convivem com ela passam a brincar dizendo que ela está ficando “pra titia”, que está encalhado, que vai envelhecer e não terá ninguém para ajuda-lo; quando não começam a surgir os comentários jocosos e venenosos questionando a sexualidade da pessoa, como se isso fosse da conta de alguém.

    Aqui conclamo os amigos para juntos chegarmos a uma conclusão: será que temos o direito de “investigar”, para usar um termo educado, a vida dos outros? Será que é realmente da nossa conta o que o outro está fazendo ou o por que dele não estar casado ou vivendo com outra pessoa? Alguns dirão que sim, temos o direito e o dever de saber sobre a vida do outro. Outros dirão que não, que cada um deve viver sua vida do modo que melhor lhe convir. E isso depende de cada um, depende da forma como essa pessoa foi criada, como seus princípios lhe foram passados. É isso que vai dizer intimamente se estarmos certos ou errados em tomar conta da vida do outro. Mas uma coisa precisa ser dita aqui. Cada um tem o direito e o livre arbítrio de fazer e viver do modo que quiser desde suas escolhas ou opções não sejam contrarias as leis que regem aquela coletividade ou sociedade. Por que se as regras da sociedade estão sendo desrespeitadas é nesse momento que temos não somente o direito, mas o dever de intervir na situação para que a sociedade possa continuar no seu caminho.

Tonni Nascimento
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