Sábado, 29 de Novembro de 2008

Deixe

Deixe-me explorar teu corpo,
Conhecer tuas curvas e teus ângulos,
Os retos, os agudos, os oblíquos e os obtusos.

Deixe-me viajar na tua pele,
Correr por tuas curvas e tuas retas,
As longas, as curtas, as fechadas e as abertas.

Deixe-me te amar,
Te querer, seduzir, desejar.

Permita-se ser olhada,
Carinhada, curtida, desejada.

Por alguém que encontrou em ti
O porquê da caminhada
Do sorrir, do viver, do sentir.

Permita-se ser amada
Por mim.


Firmino Maya

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Quero ser um anjo!

Quero ser um anjo!

Não desses sem graça
Com suas brancas asas
Com suas belas túnicas
E nada mais para fazer.

Quero ser um anjo!

Não dos que vivem no céu
Dedilhando suas harpas
Cantando seus cânticos
De louvor ao eterno ócio.

Quero ser um anjo!

Não um desses loiros santos
Que já foram criados puros
Que nenhuma dor sentiram
Sem saber o que é ser humano.

Quero ser um anjo!

Não desses passíveis de queda
Muito menos insensíveis à dor
Que sintam um orgulho vulgar
E que nada busquem alcançar.

Quero ser um anjo!

Que lutou e venceu a batalha
Contra suas próprias loucuras
Um anjo puro de corpo e alma
Que mereça tal honraria.

Firmino Maya

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

“Carência”

Pra suprir uma carência
É preciso olhar em volta,
Não curar com a ciência
Pois que só o amor importa.

Firmino Maya

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Vozes


Quantas vozes
Passaram por nossos caminhos,
Quantas estão agora passando,
E quantas ainda estão por passar?

São vozes
Que clamam um pouco de afeto,
Que choram uma chance perdida,
Que amam sem medo de amar.

Quantas vozes
Que sonham em serem ouvidas,
Que buscam um ombro amigo,
Que querem ser mais reais?

Essas vozes
Cantadas, contadas ou mudas,
Que se fazem ouvir nas cidades,
Mas não se respondem jamais.

Quantas vozes
Cantarolam cantigas de amor.
Que soltam gemidos lascivos,
Ou murmuram lamentos de dor?

Tais vozes
Berradas em coros tão tristes.
Que imploram somente atenção
E você ouve como um mercador.

Firmino Maya

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

“Morte e vida”


Tornando a lembrança mais vida
E assim vou esquecendo da morte
Desse modo tornar mais garrida
Esse longo caminhar com a sorte.

Firmino Maya