sábado, 28 de janeiro de 2012

Mais um cristão

Eu quero outra vez poder te ouvir
E mais uma vez poder sentir
Teu olhar tão doce sobre mim,
a me inspirar
E por essa estrada caminhar...

Por mais uma vez vou insistir
Em mudar meu mundo interior
E de uma vez por todas decidir
viver em Ti
Colocando em prática o Amor.

Sim, essa foi a escolha que eu fiz
Não quero mais andar na contramão
Escolhi agora que vou ser feliz
Decidi vou ser mais um Cristão!

Eu quero outra vez poder te ouvir
Por mais uma vez poder sentir
Teu olhar tão doce a me inspirar
viver em Ti
E por Tua estrada caminhar...

Sim, essa foi a escolha que eu fiz
Não quero mais andar na contramão
Escolhi agora que vou ser feliz
Decidi vou ser mais um Cristão!


Tonni Nascimento

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A arte de viver só

Há algum tempo atrás ouvi de uma pessoa próxima uma afirmativa que, de certa forma, me deixou um pouco intrigado. Todos nós somos carentes, uns mais outros menos, mas todos sem exceção temos algum tipo de carência. Será uma completa verdade essa afirmativa? Comecei a pensar sobre o assunto e no meio desses pensamentos deparei-me com uma outra idéia: todos nós temos, de um modo ou de outro, que prestar contas à sociedade e ter uma vida social. Isto é, está implícito, que devemos fazer parte de algum grupo ou formar uma família. Seja para satisfazer nossos desejos e anseios mais íntimos ou para a satisfação pessoal dos que estão à nossa volta.

Mas e onde ficam aqueles que não querem seguir essa tendência dita natural e preferem viver suas vidas sem essa busca incessante, sem essa necessidade de juntar-se a outra pessoa? Em alguns casos são vistas como exóticos, como extravagantes e até mesmo como pessoas de menor valor social. Contudo será que essas pessoas estão tão erradas assim, será que temos mesmo que juntar nossas escovas de dentes com outra pessoa? Sinceramente creio que não. Bom, de qualquer forma cada indivíduo tem o direito de pensar do modo que achar ideal mais conveniente.

Mesmo sabendo do direito que cada um tem de pensar, viver e agir do modo que melhor entender para sua vida, ainda assim a sociedade, ou alguns de seus membros, ainda insiste em olhar para essas pessoas com as mais diversas variações dos modos em que se pode olhar alguém. Desde o modo mais irreverente até o modo mais cruel. Vejamos, se um cidadão ou cidadã decide viver sozinha logo as pessoas que convivem com ela passam a brincar dizendo que ela está ficando “pra titia”, que está encalhado, que vai envelhecer e não terá ninguém para ajuda-lo; quando não começam a surgir os comentários jocosos e venenosos questionando a sexualidade da pessoa, como se isso fosse da conta de alguém.

    Aqui conclamo os amigos para juntos chegarmos a uma conclusão: será que temos o direito de “investigar”, para usar um termo educado, a vida dos outros? Será que é realmente da nossa conta o que o outro está fazendo ou o por que dele não estar casado ou vivendo com outra pessoa? Alguns dirão que sim, temos o direito e o dever de saber sobre a vida do outro. Outros dirão que não, que cada um deve viver sua vida do modo que melhor lhe convir. E isso depende de cada um, depende da forma como essa pessoa foi criada, como seus princípios lhe foram passados. É isso que vai dizer intimamente se estarmos certos ou errados em tomar conta da vida do outro. Mas uma coisa precisa ser dita aqui. Cada um tem o direito e o livre arbítrio de fazer e viver do modo que quiser desde suas escolhas ou opções não sejam contrarias as leis que regem aquela coletividade ou sociedade. Por que se as regras da sociedade estão sendo desrespeitadas é nesse momento que temos não somente o direito, mas o dever de intervir na situação para que a sociedade possa continuar no seu caminho.

Tonni Nascimento

domingo, 14 de agosto de 2011

Tua voz












Tua voz nos encanta
Tua voz nos enleva
Com seus verbos de esperança.
Com seus beijos musicais
Com a doce lembrança
Com seus acordes geniais

Tua voz nos anima
Tua voz nos faz rima
Com o sol a surgir
Com a beleza da vida
Com a graça de sorrir
Com a canção sentida.

Tua voz nos envolve
Tua voz nos convida
A buscar na ferida
Uma ponte de cor
E fazer dessa vida
Uma fonte de amor.

Para Marielza Tiscate


Firmino Maya

domingo, 31 de julho de 2011

Solidão

 
A solidão me assusta
A solidão me assombra
Por vezes à minha volta
Vejo um grande deserto.
Me sinto como uma garrafa
Boiando em pleno oceano



Quero ter de novo ao meu lado
Alguém que já esteve
Alguém que já conheci
Alguém que já foi embora
Alguém que estar por vir

A solidão me assusta
A solidão me assombra
Por vezes me sinto no alto
De uma montanha longíqua
Vejo tudo, veja à todos
Mas ninguém me nota.

Quero encontrar novamente
Alguém que me faça sorrir
Alguém que me ajude a crescer
Alguém que me traga o sentir
Alguém que me faça viver.

A solidão me assusta
A solidão me assombra...

Firmino Maya

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Soneto nº 10

(Ser amada)

Quero sentir-me tua
Nos teus lençóis e braços
Ao me entregar toda nua
E viajar nos espaços.

Quero sentir tua boca
A explorar-me o corpo
Invadir-me como louca
E depois senti-lo torpo.

Quero me sentir mulher
Ainda viva e desejada,
Sentir na pele q’inda me quer.

Dormir a noite extenuada,
E no teu corpo me envolver
Na mesma cama que fui amada.

Firmino Maya

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ainda...

Ainda sinto

O sabor do teu beijo
O calor do teu corpo
O teu toque suave.

Ainda sonho
Com aquele momento
Com aqueles minutos
Com tuas mãos sobre mim.

Ainda escuto
O teu leve sussurro
O pulsar do teu peito
O rolar do teu corpo no leito.

Ainda quero
Sentir tua pele suando
Sentir tuas mãos me lanhando
Sentir o meu corpo dentro de ti.

Ainda posso
Fazer que te sintas mais forte
Fazer com que vença teus medos
Fazer que acredites no amor.

Firmino Maya

sábado, 1 de maio de 2010

Soneto nº 09


(Iguais)

O teu corpo igual ao meu
Não impede o meu querer
Não obsta o meu desejo
Nem corrompe o meu prazer.

Tua mão quando me toca
Faz-me rápido esquecer
Dos meus medos e anseios
E me entregando a você.

Sem mais medo, eu me rendo ao prazer
E me deixo, em teus braços me envolver
Com intensa volúpia e energia febrilante.

Nossos corpos, numa dança se combinam
Se conhecem, se espelham e se encaixam
E se entrelaçam numa dança extasiante.

Para Miguel e Diego

Firmino Maya
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